Atividade econômica tem ligeira alta em abril, aponta Serasa

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A atividade econômica do país cresceu 0,2% em abril, ante março, feitos os ajustes sazonais, de acordo com estimativa da Serasa Experian. Seria a segunda alta consecutiva do indicador calculado pela empresa, já que em março houve aumento de 0,1% sobre fevereiro. Foi também o melhor resultado desde outubro de 2014, diz a Serasa.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a atividade ainda cai de forma expressiva, 3,3%, mas menos que em março, quando houve recuo de 5,1%.

No acumulado do primeiro quadrimestre, a atividade econômica acumula retração de 4,9% perante os primeiros quatro meses do ano passado. Em 12 meses, a queda é de 4,7%, igual à de março.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o avanço mensal de 0,2% na abertura do segundo trimestre deste ano é um sinal de que, possivelmente, a recessão econômica, que já dura dois anos no país, esteja demonstrando seus primeiros sinais de esgotamento.

"A melhora discreta dos indicadores de confiança dos empresários e os resultados favoráveis do setor externo podem proporcionar certa consistência neste quadro de diminuição do caráter recessivo da economia", diz a empresa, em nota.

Pelo lado da oferta agregada, todos os componentes registram alta em abril sobre março: a atividade agropecuária cresceu 2,2%; a indústria, 1,9%; e o setor de serviços, 0,5%. Apesar desses avanços mensais, tais componentes continuam exibindo retrações no acumulado anual: agropecuária (-2,8%); indústria (-6,2%) e serviços (-3,4%).

Do ponto de vista da demanda agregada, os investimentos crescendo 0,4% e as exportações com alta de 0,7% levaram para o terreno positivo a atividade econômica em abril. O consumo das famílias ficou praticamente estagnado, com alta de apenas 0,1% ante março, ao passo que o consumo do governo registrou queda de 0,8% no quarto mês do ano. Já as importações, avançaram 4,2% em abril.

No acumulado do ano, todos os componentes da demanda doméstica continuaram a cair: consumo das famílias (-6,0%), consumo do governo (-1,8%) e investimentos (-16,7%).

O setor externo contribuiu de forma positiva: as exportações cresceram 13% no acumulado do primeiro quadrimestre do ano e as importações caíram 20,4%.

Fonte: uol.com.br


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