Câmara discute PL que proíbe circulação de cédula de dinheiro no Brasil

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Tem se tornado cada vez mais comum utilizarmos cartões para as mais diversas atividades, de pagar contas a liberar a passagem na catraca do ônibus ou da estação de trem/metrô. Com isso, cada vez menos cédulas de dinheiro e moedas circulam por aí, e no que depender de um projeto que será discutido na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (11), talvez usemos apenas os meios digitais para realizar as nossas transações financeiras no Brasil futuramente.
Segundo informações que estão correndo a rede, o Projeto de Lei 48/2015 é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e visa proibir a circulação de cédulas de dinheiro no país. Nas palavras do político, o avanço da tecnologia pode fazer com que mecanismos como o débito acabem se tornando uma tendência cada vez mais frequente, e por conta disso os bancos não poderiam cobrar nenhuma taxa sobre esse tipo de transação.

Com isso, as cédulas e moedas se transformariam literalmente em artigos de museu, o que possivelmente também colocaria “terroristas, sonegadores, lavadores de dinheiro, cartéis de drogas, assaltantes e corruptos” na “mira fácil do controle financeiro”, além de diminuir “práticas de crimes como assaltos a bancos, arrombamentos de caixas eletrônicos, assaltos a postos de gasolina, sequestros, saidinhas de banco e violência em geral”.

O texto também ressalta que tal medida seria útil para zerar os gastos com emissão de moeda, bem como transporte de valores. Caso queira ficar por dentro, a Comissão de Defesa do Consumidor agendou o debate para as 14h30 de hoje, e este contará com a participação de Ilan Goldfajn e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central e Ministro da Fazenda, respectivamente.
Dados adicionais
No texto que serve como base para o Projeto de Lei, podemos encontrar dados que demonstram como as transações foram tomando novas formas com o passar dos anos.
“Em 2008, 33% das transações no Brasil eram feitas com cartões e, em 2012, esse número correspondia a 37%. A utilização de cheques caiu de 14% para 6%; já os débitos diretos subiram de 6% para 19% do total das transações sem dinheiro em espécie”, revela o texto.

fonte: tecmundo.com


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