Facebook quer lançar satélites para levar internet a regiões remotas do mundo

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Não é de hoje que o Facebook quer levar internet a regiões remotas do mundo, e apesar da empresa ter abandonado recentemente um projeto de drones com esse fim, o plano não foi completamente deixado de lado. Agora a companhia de Mark Zuckerberg trabalha para lançar um pequeno satélite em órbita para dar acesso à internet de alta velocidade para quem ainda não consegue usar a rede.

O projeto, chamado Athena, foi descoberto pela Wired. A partir de documentos da FCC (órgão ligado ao governo dos EUA equivalente à Anatel brasileira) obtidos por uma lei de transparência, a publicação teve acesso a algumas informações sobre o plano de lançar um satélite de órbita baixa já no ano que vem.

A ideia é bem simples: o Facebook quer levar acesso de banda larga a regiões remotas do planeta. Representantes da empresa se encontraram diversas vezes com funcionários da FCC para discutir o plano. Essas conversas eram feitas em nomes de uma empresa chamada PointView Tech LLC, que a Wired diz fazer parte do Facebook - e a rede social confirma as informações.

Um relatório da International Telecommunications Union de setembro de 2017 diz que metade do mundo não tem acesso a internet banda larga. Para levar conexão a todas essas pessoas, seria necessário construir uma "constelação" de satélites de órbita baixa que seriam lançados entre 160 km e 2 mil km acima da superfície da Terra. O projeto do Facebook é fazer parte dessa frota de pequenos satélites.

Não há informações detalhadas sobre o projeto, mas a ideia é que o primeiro satélite seja lançado já em 2019. O Facebook confirma a existência do plano. "Acreditamos que a tecnologia de satélites vai ser importante para possibilitar a próxima geração de infraestrutura de banda larga, permitindo levar conectividade de banda larga para regiões rurais onde a conexão com a internet é problemática ou inexistente," explicou um representante à Wired.

O Facebook trabalha há algum tempo para levar conexão a mais pessoas do planeta: o projeto Internet.org, por exemplo, permite acesso gratuito a alguns serviços de internet em algumas regiões do planeta, mas é criticado por limitar o que o usuário pode fazer quando estiver conectado. Já os drones Aquila dispararia ondas milimétricas em direção ao solo para levar internet a regiões remotas, mas acabou sendo cancelado.

Fonte: Olhar Digital | 23/07/2018


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