O que esperar da Black Friday neste ano, segundo o Google

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A Black Friday se tornou uma data ansiosamente aguardada pelos brasileiros em busca de oportunidades de bons negócios no e-commerce. No ano passado, segundo levantamento do Google, lojas online faturaram um total de R$ 2,1 bilhões, com um crescimento de mais de 10% em relação a 2016. Tais resultados consolidam o festival de ofertas como a segunda melhor data para o varejo brasileiro, atrás apenas do Natal.

O que esperar neste ano

Como esperado nos outros anos, a chegada do 13º salário, Natal, Saldão e Ano-Novo deve beneficiar a temporada de ofertas no quarto trimestre. Para Patricia Muratori, head de vendas para varejo do Google Brasil, "a Black Friday abre um período repleto de intenções de compra” e aconselha: “As marcas não devem enxergar a data como um evento, que começa e termina, mas como o início de uma relação mais duradoura com o consumidor.” 

O comportamento do consumidor 

Para ajudar o mercado a se preparar para a temporada Black Friday, o Google divulgou nessa terça-feira (14), uma pesquisa inédita sobre o comportamento do consumidor brasileiro na data. A pesquisa, encomendada pela empresa e realizada pela Provokers, ouviu 1.500 consumidores on-line, de 18 a 54 anos, das classes A, B e C, de todas as regiões do País, ao longo de julho de 2018.

A principal novidade do estudo é mostrar ao mercado a oportunidade de estender o bom momento criado pela Black Friday para as datas de compra que vêm na sequência, entre elas a chegada do 13º salário e o Natal. De acordo com o estudo, consumidores brasileiros se comportam de maneira diferente em cada data da temporada de compras do quarto trimestre.

Em 2018, 99,5% dos consumidores on-line entrevistados afirmaram que conhecem a Black Friday. É um salto quando comparado a 2014, quando, segundo a pesquisa Hello Research, só 27% conheciam a data. Dos internautas brasileiros, 70% já compraram em uma Black Friday.

Só na Black Friday 2017, os consumidores brasileiros fizeram 3,8 milhões de pedidos, gerando R$ 2,1 bilhões em vendas no meio on-line, de acordo com dados da e-Bit. 

O gasto médio dos consumidores na edição passada (soma de compras on-line e off-line) foi de R$ 1.178, o que mostra a disposição do brasileiro em aproveitar a data para comprar produtos de maior valor.

As categorias mais compradas em 2017 foram: eletrônicos, viagens e beleza - alta de 15% em relação a 2015.

Do total de 1.500 entrevistados (que inclui quem comprou e quem não comprou no ano passado), apenas 9% disseram que não comprariam neste ano. Analisando somente a intenção de quem comprou em 2017, só 2% afirmam que não vão comprar neste ano, o que mostra que poucas pessoas que compram em uma Black Friday deixam de comprar novamente no ano seguinte, analisa o Google.

Eletrônicos em alta

A categoria de smartphones foi a mais popular na Black Friday 2017, seguida por TVs e eletroportáteis. Porém, outras categorias ganharam relevância, como roupas, perfumes e tênis.

Em 2017, o volume de buscas por produtos no Google registrou crescimento de 57% em relação ao volume médio das sextas-feiras de novembro de 2017, antes da Black Friday - categorias como eletrônicos e eletroportáteis chegaram a apresentar variação de mais de 300%.

Confiança nas promoções ainda é o principal motivo para não participar da Black Friday segundo 37% dos entrevistados. Por outro lado, 75% dos que compraram dizem que gastaram o valor que esperavam ou menos.

Fonte: idgnow.com.b | 16/08/2018


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