MP investiga possível vazamento após FIESP expor até 180 milhões de pessoas

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O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) abriu um inquérito civil público para investigar um incidente de segurança da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A entidade deixou três bancos de dados expostos na internet por vários dias, revelando 180 milhões de registros pessoais com nome, RG, CPF, endereço e número de telefone.

Em comunicado, o MP explica que vai investigar as circunstâncias do incidente de segurança da FIESP, além de apurar quem será responsabilizado pelos danos causados. O órgão poderá propor ação civil coletiva em âmbito nacional ou regional (no Distrito Federal), como prevê o Código de Defesa do Consumidor.

A descoberta veio do pesquisador de segurança Bob Diachenko. Ele encontrou três bases de dados — chamadas “FIESP”, “celulares” e “externo” — que podiam ser acessadas por qualquer pessoa através do motor de busca Elasticsearch. No total, elas contêm 180 milhões de registros pessoais.

FIESP foi avisada mas demorou em responder
Diachenko entrou em contato com a FIESP em 12 de novembro, mesmo dia em que fez a descoberta, mas seu e-mail não foi respondido. No dia 14, ele conversou pelo Twitter com Paulo Brito, jornalista e editor do site CiberSecurity, que então falou com a assessoria de imprensa. No dia seguinte, o banco de dados continuava exposto. Brito ligou novamente para a assessoria e o problema foi enfim resolvido.

“Os dados pessoais estavam disponíveis em um banco de dados aberto e não criptografado do Elasticsearch, com possibilidade de amplo acesso público”, explica o MPDFT. Isso incluía as seguintes informações:

nome;
número de RG;
CPF;
sexo;
data de nascimento;
endereço completo;
e-mail;
número de telefone.
A investigação ficará sob responsabilidade do promotor Frederico Meinberg Ceroy, que coordena a Unidade Especial de Proteção de Dados e Inteligência Artificial do MPDFT.

Em comunicado, a FIESP diz que “está apurando eventual acesso a sua base de dados cadastrais, no dia 12 de novembro, por uma empresa que alega ser de segurança digital”. Ela assegura que “nesta base há somente dados cadastrais, não contendo informações sensíveis e nem senhas”. Além disso, a entidade reforça que nenhum dado pessoal do cadastro foi exposto.

Fonte: Tecnoblog | 23/11/2018


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